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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Corrupção em Brasília denunciada por Veja aponta advogada filha de pastor
A advogada Christiane Oliveira, destaque de capa da revista Veja desta semana, pode ter suas relações e influência junto a políticos de alto escalão em Brasília facilitadas por seu pai, o pastor Eloi de Oilveira, líder do Tabernáculo do Deus Vivo.
O pastor teria sido responsável por conseguir um cargo para sua filha no gabinete do deputado João Caldas, e a teria encarregado de aproximar pastores evangélicos à campanha de Dilma Rousseff para Presidência.
O nome de Christiane está em destaque na mídia devido a sua acusação contra o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), José Antonio Dias Toffoli, de agirem para conseguir acesso ao acervo de gravações de Durval Barbosa.
Os documentos do ex-secretário de Relações Institucionais do DF comprometeriam autoridades e adversários políticos do PT. A advogada estaria sendo usada como elo de ligação entre Durval e os ministros.
O pastor Oliveira, um proeminente líder religioso, prega por todo o país cobrando cachê de R$ 2 mil e teria ganhado fama de “profeta”, segundo a revista Exame.
Seu envolvimento na política é antigo. Ele tinha estreitas relações com o atual secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, além de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do DF, o operador do esquema de corrupção chamado Mensalão do DEM em Brasília.
Além desses, outros políticos importantes faziam parte de suas relações, entre eles o ex-presidente Fernando Collor, o ex-ministro Adir Jatene, e o governador de Alagoas, Teotônio Vilela.
Sua aproximação com Durval Barbosa foi durante o período que trabalhou na administração do Distrito Federal. Tempos depois, se envolveu com outra figura pública proeminente: chefe da Advocacia-Geral da União, Antonio Dias Toffoli.
Seu nome foi principalmente veiculado à política quando usou de sua influência junto ao ministro do Supremo Tribunal Federal para direcionar as investigações que derrubariam o então governador José Roberto Arruda. A queda de Arruda era do interesse político de seu antigo conhecido, Durval.
Por meio de sua proximidade com o ministro Gilberto Carvalho, Oliveira fez jogo de influência para que o então procurador-geral de Justiça do Distrito Federal, Leonardo Bandarra, fosse reconduzido ao cargo.
Agora o ministro Gilberto Carvalho terá que fornecer explicações a respeito de seu envolvimento com a advogada Christiane de Oliveira e se realmente usou da influência da advogada para conseguir material do acervo de gravações de Durval Barbosa.
O líder da bancada do PPS, Rubens Bueno (PR) diz que o ministro deve explicações ao Congresso. “Se o Gilberto Carvalho sabia da existência dos vídeos gravados por Durval Barbosa, deveria denunciá-lo à Justiça e não tirar proveito da situação. Ele deveria ter agido em defesa do interesse público e da transparência”, disse Bueno.
Na avaliação do deputado, se as declarações feitas por Christiane à Polícia Federal forem verdadeiras, o ministro Gilberto Carvalho também precisa ser investigado.
Confira a lista dos países que mais perseguem cristãos no mundo
Missão Portas Abertas e Compass International fazem avaliação desde 1993
A lista de “Classificação de Países por Perseguição”, publicada pelos ministérios Portas Abertas e Compass International, não traz grandes mudanças este ano em relação ao ano passado.
A Coreia do Norte, pelo 11º ano seguido, é o país que mais persegue os cristãos no mundo. As nações de maioria islâmica ocupam 38 das 50 posições na Classificação.
Os dez lugares mais difíceis para um cristão viver em 2012 são:
1. Coreia do Norte
2. Afeganistão
3. Arábia Saudita
4. Somália
5. Irã
6. Maldivas
7. Uzbequistão
8. Iêmen
9. Iraque
10. Paquistão
O Laos foi o único país que deixou a lista dos dez primeiros, e pela primeira vez o Afeganistão está entre o top 10. Um dos principais motivos para isso foi o ministro cristão Shahbaz Bhatti ser assassinato porque tentou alterar a Lei da Blasfêmia no país.
A Coreia do Norte é um país comunista, com uma “religião” que idolatra seus antigos líderes, como Kim II-Sung e Kim Jong-II, que morreu no final do ano passado. Qualquer pessoa que adore “outro deus” é perseguida. Calcula-se que existem 200.000 a 400.00 cristãos no país. Entre 50 e 70 mil deles estão presos em campos de prisioneiros.
“Com Kim Jong-Un assumindo o poder, é muito difícil determinar como será a vida dos cristãos nessa nova fase”, disse Carl Moeller, presidente do Portas Abertas nos EUA.
“A situação continua perigosa para os cristãos. Devemos orar pela Coreia do Norte, para que todos os cristãos tenham a liberdade de adorar a Deus, e não a Kim Jong-II e Kim II-Sung”, completou.
O país que mais subiu posições na atual da Classificação foi o Sudão, que subiu 19 posições.
O Sudão do Sul, de maioria cristã, se tornou um país independente em 2011. Isso fez com que os cristãos do Sudão fossem ainda mais massacrados pelo governo do presidente Omar al-Bashir.
Quando o presidente mudou a constituição do país, tornou a nação mais islâmica.
A Nigéria também teve um crescimento rápido, pulando 10 posições. No ano passado, mais de 300 cristãos foram mortos. Desde 2009 a seita muçulmana radical Boko Haram destruiu mais de 50 igrejas e matou 10 pastores.
O Egito, que ainda luta para que a nova realidade do país se estabeleça definitivamente, subiu 4 posições. O futuro dos cristãos no país é nebuloso.
Estima-se que existam 80 milhões de cristãos na China, que seria assim a maior nação cristã do mundo, mais ainda sofre com a perseguição. Um fato a comemorar é que os pastores de igrejas nos lares parecem ter aprendido a lidar com a perseguição do governo, fazendo com que sua classificação caísse da 16º para a 21º posição.
No Irã há um crescimento da Igreja em meio à perseguição. Um pastor iraniano afirmou que: “Não estaríamos crescendo se não tivéssemos pagando o preço pelo nosso testemunho”.
A lista com a Classificação de Perseguição é publicada desde 1993. É baseada em um questionário desenvolvido para medir o grau de perseguição em mais de 60 países.
Os questionários são preenchidos pelas pessoas da missão Portas Abertas que trabalham nos países, e os dados são cruzados com peritos independentes. Assim, chega-se a uma pontuação quantitativa por país. A lista classifica os países de acordo com pontos recebidos.
Estima-se que 100 milhões de cristãos em todo o mundo sofrem com mortes, prisão, interrogatório por causa de sua fé em Cristo. Milhões de outras são vítimas de discriminação em grande parte das nações do planeta.
Traduzido e adaptado de Open Doors por Gospelprime
Evangélicos podem ajudar a decidir eleições municipais deste ano
Partidos procuram apoio de lideranças evangélicas para se elegerem
Durante a campanha presidencial de 2010, muito analistas acreditam que os evangélicos foram determinantes para a realização de um segundo turno.
Questões como a legalização do aborto e o casamento homossexual passaram a ser debatidos também nos púlpitos. José Serra (PSDB) colocou inclusive líderes como Silas Malafaia e Valdomiro Santiago para falar durante o horário eleitoral na TV.
Além disso, Dilma Rousseff (PT) foi amplamente criticada pela ala conservadora do catolicismo, mas teve ao seu lado líderes da Assembleia de Deus, Renascer e outras denominações.
Para a eleição a prefeito deste ano, a maioria dos partidos já fazem uma aproximação, buscando atrair o voto da maior quantidade de igrejas possível. O assunto foi tema de uma reportagem publicada nesta segunda-feira pela “Folha de São Paulo”.
Em São Paulo, o Partido Social Cristão (PSC), próximo da Assembleia de Deus, e Partido Republicano Brasileiro (PRB), ligado à Igreja Universal, se uniram para lançar Celso Russomanno como seu candidato.
Lideranças de partidos maiores como PT, PSDB e PMDB também buscam uma aproximação com os religiosos, querendo que essa aliança dê uma melhor imagem para seus candidatos.
Fernando Haddad, pré-candidato do PT, e atual ministro da Educação, possivelmente terá dificuldades para conquistar o voto dos evangélicos por conta do polêmico “kit gay” que tentou distribuir nas escolas. Por outro lado, ele conta com o apoio de setores progressistas da Igreja Católica.
Para especialistas, as igrejas são alvo dos políticos porque o púlpito muitas vezes serve de palanque e os pastores têm público cativo.
“O pastor mantém a neutralidade o máximo que pode. Por que vai pedir voto antes da hora e correr o risco de alguém da congregação simpatizar com o adversário?”, explica o vereador evangélico Carlos Apolinário (DEM).
Segundo a Folha, as igrejas pentecostais são muito procuradas, em especial Assembleia de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Internacional da Graça de Deus, Igreja Renascer em Cristo e Igreja Mundial do Poder de Deus.
O motivo desse interesse político é a penetração das igrejas na periferia, onde um pastor geralmente já tem ascendência sobre os fiéis.
“Os pentecostais estão em regiões com nível de escolaridade menor, então é mais fácil construir um discurso”, diz o cientista político Cesar Romero Jacob. Isso não garante que pastores possam impor um “voto de cabresto religioso”. ”Em São Paulo, o peso das religiões é diminuído diante da força do PT e do PSDB. São os partidos que dão o tom da disputa na cidade”, diz Jacob.
Na eleição de 2008, por exemplo, Marta Costa (PSD) disputou a reeleição como vereadora tendo o apoio do seu pai, o pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus. Mesmo assim elegeu-se pelo DEM com apenas 40 mil votos, menos que os 50 mil conquistados pelo ex-judoca Aurélio Miguel (PSDB).
Segundo o sociólogo Antônio Flávio Pierucci, da USP, a maior influência das igrejas é o poder de veto. ”Não existe voto religioso no sentido de um grupo votar em quem o pastor manda, mas a religião pode levar o cidadão a não escolher determinado candidato que apoia bandeiras contrárias a sua fé”, explica.
Para ele, aborto e casamento gay não são temas municipais e por isso a mobilização dos religiosos se dará em outras frentes.
Fonte: Gospelprime Com informações da Folha
Partidos tentam evitar veto de igrejas em SP
Os partidos que disputam a Prefeitura de São Paulo fazem planos para fechar acordos com o maior número possível de igrejas, embora ninguém saiba ao certo o peso do “voto religioso”.
Líderes de PT, PSDB e PMDB afirmam que a aproximação busca tanto o apoio eleitoral quanto uma “política da boa vizinhança” que apare arestas do candidato.
Antes de outubro passado, limite para a filiação de candidatos, as legendas abriram espaço para que pastores disputem o cargo de vereador.
Certas parcerias são firmadas “naturalmente”. Fernando Haddad contará com o tradicional apoio da esquerda católica ao PT; já Gabriel Chalita (PMDB) é ligado à Renovação Carismática Católica.
Grande parte das conversas, porém, ficou para este ano. Com o cenário político indefinido, as igrejas mantêm distanciamento protocolar.
“O pastor mantém a neutralidade o máximo que pode. Por que vai pedir voto antes da hora e correr o risco de alguém da congregação simpatizar com o adversário?”, diz o evangélico Carlos Apolinário, vereador pelo DEM.
Igrejas são cobiçadas porque o púlpito pode converter-se em palanque, com uma vantagem sobre comícios: os templos têm público cativo.
As igrejas pentecostais representam apenas cerca de 11% da população da cidade, mas são muito procuradas.
Estão nesse grupo, por exemplo, Assembleia de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Internacional da Graça de Deus, Igreja Renascer em Cristo e Igreja Mundial do Poder de Deus.
Um atrativo dessas igrejas em São Paulo é a penetração na periferia, à qual muitos partidos não têm acesso. Para entrar lá, é mais fácil contar com um pastor, que já tem ascendência sobre os fiéis, do que mobilizar a militância.
“Os pentecostais estão em regiões com nível de escolaridade menor, então é mais fácil construir um discurso”, diz Cesar Romero Jacob, cientista político da PUC-Rio. Isso não quer dizer, porém, que pastores consigam impor um “voto de cabresto religioso”.
“Em São Paulo, o peso das religiões é diminuído diante da força do PT e do PSDB. São os partidos que dão o tom da disputa na cidade”, diz Jacob.
Em 2008, a vereadora Marta Costa (PSD) disputou a reeleição com apoio do pai, o pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus -a maior igreja evangélica do Brasil.
Isso não fez dela um fenômeno eleitoral: elegeu-se pelo DEM com 40 mil votos, menos que os 50 mil do ex-judoca Aurélio Miguel (PSDB).
Para o sociólogo Antônio Flávio Pierucci, da USP, a maior influência das igrejas é o poder de veto.
“Não existe voto religioso no sentido de um grupo votar em quem o pastor manda”, diz ele, “mas a religião pode levar o cidadão a não escolher determinado candidato que apoia bandeiras contrárias a sua fé”.
Para ele, os temas municipais não são os que mobilizam os religiosos, como aborto e casamento gay.
Em 2010, a campanha presidencial foi marcada pelo debate sobre a legalização do aborto. José Serra (PSDB) ganhou apoio da ala conservadora do catolicismo e de igrejas evangélicas na disputa com Dilma Rousseff (PT).
Siglas menores também apostam nas igrejas na eleição paulistana. É o caso do PSC, próximo da Assembleia de Deus, e do PRB, ligado à Igreja Universal, que lançou Celso Russomanno como pré-candidato a prefeito.
Fonte: Folha de São Paulo
Eleição evidencia religião como objeto de manipulação nos EUA

O debate religioso para as eleições presidenciais nos EUA, em novembro, ganha notoriedade, mesmo quando os candidatos tentam deixá-lo em segundo plano.
Em novembro, os americanos vão às urnas decidir se Barack Obama continua no cargo de presidente ou se um republicano deverá ocupar sua vaga.
A popularidade do atual presidente está em oscilação constante e os candidatos republicanos que disputam as prévias– têm o árduo desafio de convencer eleitores descrentes de que a situação econômica do país pode ser resolvida em curto prazo.
Neste cenário, o debate religioso ganha notoriedade, mesmo quando os candidatos tentam deixá-lo em segundo plano. É o caso do mórmon, Mitt Romney.
O político evita falar da religião e chegou a ocultar em sua biografia os anos que viveu como missionário, algo que todo mórmon é chamado a cumprir na transição para a vida adulta e que é motivo de orgulho para a maioria.
Para o professor de Relações Internacionais da UnB (Universidade de Brasília) Antonio Jorge Ramalho, o papel da religião ainda tem forte influência na decisão do eleitor.
“Os valores religiosos são objeto de manipulação devido à lealdade que a população tem em relação às lideranças políticas”, diz.
POPULAÇÃO
Para o especialista, a população está dividida entre as elites que temem um retrocesso no país, a elite consciente dos possíveis riscos com a manutenção de Obama e a grande parcela que está alheia sobre o que está acontecendo no mundo.
BRASIL
Na opinião de Jorge Ramalho, independentemente do resultado nas urnas, os Estados Unidos deverão ampliar a atenção na Américo do Sul e consequentemente no Brasil, com quem têm boas relações.
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